Bom dia!  Domingo 21/10/2018 07:35


Conhecido no meio metalúrgico como Fuminho, Domingos Mascena da Silva foi diretor do Sindicato por 20 anos. Atualmente é responsável pela manutenção do Clube de Campo, no Parque Primavera. No total, são 28 anos dedicados à nossa categoria. Mas ele passou por situações delicadas na vida profissional, como a explosão de um tonel de 200 litros.

"Minha vida profissional dediquei à minha esposa Sirlene e às minhas filhas Denise e Thaisa. Estive à beira da morte, mas superei todas as dificuldades e tenho orgulho em dizer que sempre atuei na profissão certa, e onde me aposentei", diz. 

Vida - Nascido em outubro de 1958 em Mirante do Paranapanema, Interior de São Paulo, Fuminho começou a trabalhar em 1976 em uma construtora. Na sequência, foi admitito como mecânico de manutenção na fábrica de biscoito Duchen.

Em 1980 entrou para a metalurgia: foi contratado pela Motores Elétricos do Brasil, adquirida posteriormente pela WEG Motores – que encerrou as atividades em Guarulhos em março de 2009. Elegeu-se delegado sindical na fábrica e, em 1989, foi convidado pelo então presidente do Sindicato, Francisco Cardoso Filho (Chicão), a fazer parte da chapa que venceu a eleição.

Domingos Mascena (Fuminho) foi diretor do Sindicato por 20 anos

Em 2009, já na gestão do presidente José Pereira dos Santos, assumiu a função de administrador do Clube de Campo. Como dirigente sindical, ele tem uma lembrança especial: "Não posso esquecer a greve 'Andorinha', em novembro de 1994, que mobilizou praticamente 60 mil trabalhadores da nossa base. Naquela grande mobilização, ficou provado que a união faz a força, pois os metalúrgicos saíram vitoriosos".

Explosão - Fuminho conta como escapou por pouco: "Quando mecânico de manutenção na Duchen, cheguei para trabalhar pela manhã e os companheiros da noite disseram que precisava ser soldada uma torneira em um tambor de 200 litros. Fui  realizar o serviço”.

“Estávamos em quatro, mas três ficaram afastados. Assim que acendi o soldador, o tambor explodiu. Sofri muita dor com as queimaduras, mas nem sei dizer como consegui me afastar. Sofri desmaio, fiquei internado alguns dias, mas consegui me recuperar e segui na vida", diz.

Recado - Hoje aposentado e cuidando muito bem do nosso Clube de Campo, Domingos Mascena da Silva tem um recado importante para todos os trabalhadores. "É necessária a presença do metalúrgico como sócio do Sindicato. Essa reforma trabalhista, imposta pelo governo Temer, quer acabar com os direitos dos brasileiros, e não podemos admitir. Veja que na greve 'Andorinha' superamos todos os problemas com união. É disto que precisamos nos dias de hoje. Mais ainda: união da categoria para superar todos os obstáculos", ressalta.

Apelido -
Agora, por que Fuminho? "No meu emprego na construtora, me colocaram este apelido. Meus amigos diziam que eu fumava demais, e pegou pelo resto da minha vida", conta.