Bom dia!  Quarta 19/12/2018 07:24



O Sindicato tem diretores e assessores que, a partir das quatro horas da manhã, estão em ação na busca por direitos para os metalúrgicos da base. Eles participam todo dia de assembleias nas portas das empresas ou de negociações com a classe patronal. Um destes batalhadores é Sandro Régio dos Santos, assessor da entidade há 27 anos.

Sua vida é regada de alegrias, quando as negociações são vitoriosas; de tristezas, quando o objetivo não é alcançado; além de muita expectativa, naquela de “espero que o patrão compreenda a situação de seus funcionários e negocie com a gente”, como ele mesmo diz.

Feira-livre - Nascido em 18 de maio de 1969, ainda solteiro e corintiano roxo, Sandro iniciou sua vida no trabalho ainda muito jovem.

Ele conta: “Aos 13 anos, comecei a trabalhar em feira-livre, vendendo verdura em vários bairros de Guarulhos. Lembro, por exemplo, do Jardim Pinhal, Rotary e Alameda Yayá. Fiquei nas feiras por mais de um ano, e aos 15 entrei no antigo matadouro de Guarulhos (Macedo) como office-boy. Depois, arrumei emprego na Tecfil (Jardim Cumbica)”.

Com pouco mais de 16 anos, Sandro ingressou no Sindicato. “Ajudei a implantar o Departamento de Segurança do Trabalho, que atende até nos dias de hoje no Sindicato, atualmente coordenado pelo diretor Nildo. Sempre tive total apoio de toda a diretoria e aqui estou. No total, já são 27 anos”, comenta.

Mas há um porém: após alguns anos, Sandro deixou o Sindicato e ingressou na Tecfil, lá ficou por dois anos e retornou ao Sindicato, permanecendo até os dias de hoje.

Sandro durante assembleia com os trabalhadores da Cindumel

E ele tem histórias: “Uma vez, durante a greve geral de 1989, cheguei a ser preso junto com o presidente Pereira quando fazíamos uma assembleia na porta da Cindumel (Itapegica). Fui direto para o camburão, mas o resultado final daquela grande ação foi totalmente favorável aos trabalhadores. Valeu muito a pena. Participei do Ocupa Brasília no ano passado, e aguentei a violência policial, assim como todos os que estavam lá. Não me arrependo de ter tomado atitudes mais ríspidas, favoráveis aos metalúrgicos. Para mim é sempre gratificante”.

Recado -
“Tudo que tenho e realizei na minha vida devo ao meu pai (Arlindo, metalúrgico que se aposentou na Mannesmann, ex-MTP) e minha mãe (Maria). Meu pai foi um dos fundadores do Sindicato e dou um recado importante aos trabalhadores, não apenas metalúrgicos: filiem-se ao seu Sindicato.

Deixe sua entidade ainda mais forte, para lutar contra o que está sendo imposto pelo governo, que é a perda de muitos direitos. Precisamos tomar cuidado, porque tudo que o governo está preparando é para ‘ajudar’ os empresários. Isso não é justo”.