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• 8/6/2018 - sexta-feira

Evento em Osasco condenou sucateamento
da fiscalização do Ministério do Trabalho

O Sindicato participou quinta (7) do 39º Ciclo de Debates: Cipa, Prevenção de Acidentes e Doenças do Trabalho, realizado pelos metalúrgicos de Osasco. O encontro debateu a organização da resistência aos ataques aos direitos com a reforma trabalhista, além do impacto da precarização imposta pela nova lei à saúde e segurança dos trabalhadores.

No evento, foi apresentada uma retrospectiva dos principais problemas que causam mortes e mutilações em acidentes nas indústrias metalúrgicas.

Outro tema em pauta tratou do sucateamento do Ministério do Trabalho, órgão fundamental para fiscalizar e cobrar das empresas o respeito às normas de saúde e segurança.


Diretor Nildo, Clemente (Metalúrgicos de Osasco) e Marquinhos (Técnicos de Segurança)

Nossa entidade foi representada pelo diretor Elenildo Queiroz Santos (Nildo), que responde pelo Departamento de Saúde e Segurança do Trabalhador.

Ele comenta: "Infelizmente, muitos trabalhadores continuam sofrendo acidentes, morrendo ou sofrendo problemas com doenças ocupacionais. As empresas exigem muito dos seus funcionários, mas não se preocupam com sua saúde ou segurança. É preciso dar um basta nesta situação".

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região (Sindmetal) divulgou levantamento feito recentemente em sua base, mostrando uma dura estatística de acidentes graves e fatais que ocorreram desde 2010. Uma das constatações, é que os jovens são as principais vítimas: quatro dos trabalhadores que morreram neste período tinham até 25 anos.

O diretor Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania, lembrou a história de luta dos metalúrgicos de Osasco para que as empresas adotem medidas de prevenção contra as doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

“Garantir a segurança e um bom ambiente de trabalho não depende de terceiros, depende da gente lutar para garantir”, ele afirma.

Presenças - O 39º Ciclo de Debates reuniu sindicalistas e profissionais da área de saúde e segurança no trabalho, como representantes do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), da Fundacentro e do Sindicato dos Técnicos de Segurança (Setesp).