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• 10/9/2018 - segunda-feira

Canção cubana


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical e membro do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). E-mail: joguvane@uol.com.br

Vivendo como todos os brasileiros a dramaticidade do momento eleitoral, os ativistas e dirigentes sindicais não estariam isentos de seus efeitos que podem ser desorientadores.

Felizmente há um esforço de importantes dirigentes e de entidades poderosas para manterem a cabeça no lugar e os pés no chão, criticando a ação desvairada que feriu o candidato Bolsonaro e reforçando a exigência de respeito à democracia e às divergências.

É o que fizeram Miguel Torres e Juruna ao assinarem a importante nota da Força Sindical, única central que se manifestou tempestiva e contundentemente.

As direções sindicais preocupam-se em viabilizar as candidaturas que defendem e se comprometem com a agenda prioritária dos trabalhadores, principalmente as de deputados e senadores, que precisam ser fortalecidas.

Ao mesmo tempo em que vivem as peripécias das campanhas eleitorais, os ativistas e os dirigentes preocupam-se com o encaminhamento das campanhas salariais de suas categorias.

Registrei já a grande vitória dos bancários da CUT, cuja campanha se completa agora com as aprovações nas assembleias e a efetivação de um grupo de trabalho para tratar das rescisões de contrato de trabalho e suas homologações.

Os metalúrgicos da CUT continuam em negociações, enfrentando um patronato feroz e insidioso, e os metalúrgicos da Força Sindical começam a fazer as assembleias setoriais de preparação de suas campanhas.

O quadro é, portanto, este. Com um olho no padre (campanhas eleitorais) e outro na missa (campanhas salariais), grandes destacamentos do movimento sindical e seus dirigentes responsáveis enfrentam as dificuldades, que não são as mesmas, mas são iguais, como diz a canção cubana de Silvio Rodriguez e Luís Eduardo Aute gravada por Chico Buarque.