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6/3/2019 - quarta-feira

Dia 8 de Março é data
de luta pela igualdade  

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta sexta (8), foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Porém, é celebrado bem antes disso.    

Em 1911, a data foi instituída em homenagem a centenas de operárias norte-americanas, que morreram queimadas por policiais em uma fábrica têxtil. As trabalhadoras reivindicavam redução da jornada de trabalho e direito à licença-maternidade.  

Desde então, as mulheres usam 8 de Março para amplificar a necessidade da igualdade de gênero, realizando protestos por todo o Brasil e pelo mundo.

Por conta do engajamento, as trabalhadoras conquistaram espaço na sociedade, mas ainda convivem com violência, machismo e desvalorização.



Diretora Roseli Lima fala às mulheres no último evento em nosso Sindicato

Desigualdade - Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano passado, indica que mulheres ganham 75% dos salários de homens que ocupam os mesmos cargos que elas. Além disso, as trabalhadores geralmente contam com jornada dupla, e até mesmo tripla.

Ação - O 8 de Março marca o início de uma série de ações em prol das mulheres, que nosso Sindicato realiza neste mês, principalmente contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro.

As atividades começam com a visita de nossas diretoras a fábricas onde atuam grande número de trabalhadoras. São elas: Marília (Macedo), Continental e Dyna (ambas no Itapegica) e Bristol (Cidade Satélite).



Diretoras Raquel, Roseli e Márcia, compõem o Departamento Feminino da entidade

Diretora - Nossa coordenadora do Departamento Feminino, a diretora Roseli Lima, afirma que o objetivo dos encontros com as trabalhadoras é reforçar a luta pelos direitos conquistados pelas mulheres no campo trabalhista. 

Ela comenta: “Por isso não faremos apenas o Dia da Mulher, e sim o Mês. Vamos percorrer muitas empresas, levando a mensagem de protesto, principalmente pela proposta reforma da Previdência de Bolsonaro que só nos prejudica”.




Ações em 2019 vão denunciar reformas impostas por Temer e Bolsonaro


Reformas - A reforma trabalhista imposta pelo governo de Michel Temer e a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro levam grandes prejuízos às mulheres. 

O economista Rodolfo Viana, responsável pela subseção do Dieese no Sindicato, elaborou alguns pontos da reforma trabalhista que atingem diretamente as mulheres. 

Trabalho insalubre - Mulheres que amamentam não podiam trabalhar em locais insalubres. Agora podem!

Assédio sexual e moral - O valor da indenização era fixado com base no dano sofrido pela vítima. Agora, a vítima será indenizada de acordo com o salário que recebe. 

Processos trabalhistas - A trabalhadora tinha Justiça gratuita. Agora, terá que pagar os honorários da perícia e dos advogados da empresa se perder a ação. 

Previdência - Rodolfo também aponta alguns pontos da reforma da Previdência de Bolsonaro, que prejudicam as trabalhadoras.  

Elevação da idade mínima - A elevação da idade mínima para 62 anos demonstra completo descolamento da realidade da mulher e sua posição no mercado de trabalho.

Aumento da contribuição - O aumento no tempo de contribuição de 15 para 20 anos também penaliza fortemente a mulher, que costuma se aposentar por idade, uma vez que, por conta da sua inserção na sociedade e no mercado de trabalho, se vê obrigada a esperar a idade mínima pra se aposentar. Se comprovar 15 anos de contribuição já era difícil, que dirá 20 anos, como proposto.