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• 11/6/2019 - terça-feira

Diretores apontam as razões
para os protestos de sexta (14)


Nosso Sindicato está empenhado em construir uma forte mobilização nesta sexta (14). A Greve Geral convocada pelas Centrais Sindicais será nacional. O Brasil vai parar e protestar contra a reforma da Previdência, em defesa da aposentadoria, da Educação e contra o desemprego.

Diretores e o economista Rodolfo Viana, responsável pela subseção do Dieese em nossa entidade, explicam abaixo os motivos para ir às ruas e fazer um protesto forte.


Segundo Pereira, povo vai às ruas em defesa da aposentadoria e contra o desemprego


Emprego - Para nosso presidente José Pereira dos Santos, a economia precisa voltar a crescer. Ele diz: “Não é tirando o salário mínimo de um aposentado que o País vai melhorar. O Brasil vai melhorar se tiver renda. Quando você tem renda, tem consumo. Quando se tem consumo, tem produção. Se tem produção, tem emprego. E é isso que pretendemos fazer para que o Brasil volte a se desenvolver e ter dignidade”.

Aposentadoria - O vice-presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) ressalta que a reforma da Previdência vai dificultar o acesso do povo brasileiro à aposentadoria. Ele aponta: “Não é justo uma pessoa dedicar a vida toda ao seu trabalho e não ter o direito de se aposentar dignamente. O governo quer que todos contribuam por 40 anos para conseguir receber 100% da aposentadoria. Vamos lutar em defesa da Previdência”.

Aposentadoria especial - A PEC 06/2019 prejudica também trabalhadores que exercem atividades insalubres. Quem alerta é o diretor Elenildo Queiroz (Nildo), cipeiro, técnico em Segurança no Trabalho, professor e presidente do Diesat (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho). Ele observa: “Quase 90% dos trabalhadores em áreas de risco – ou insalubres – não conseguirão mais se aposentar aos 25 anos de contribuição. Vai todo mundo pra vala comum da aposentadoria por idade. O benefício também deixará de ser integral. O valor da aposentadoria especial será de 60% da média salarial”.


Diretoria em ação no protesto em defesa da Educação - sexta (14) essa bandeira será reforçada


PIS - É mais um direito que será retirado, lembra Pedro Pereira da Silva (Zóião). Ele informa: “Hoje, o metalúrgico da nossa base que ganha entre um e dois salários mínimos tem direito ao PIS. O abono fica, na prática, em um salário mínimo. Muitos perderão, pois a PEC de Bolsonaro só prevê pagar PIS pra quem ganhar até um salário mínimo”.

Mulheres - Nossa diretora Roseli Lima diz que vai às ruas protestar também pelas mulheres, que serão as mais prejudicadas com a aprovação da reforma. Ela comenta: “Em vez de poder se aposentar aos 55 anos (como é hoje), a mulher terá que completar pelo menos aos 62. Essas mudanças são muito duras, pois a mulher já tem jornada dupla”.


Mulheres são as mais prejudicadas com a reforma e vão protestar na Greve Geral


Previdência - O governo alega que a reforma é necessária, pois a Previdência está quebrada. O economista do Dieese Rodolfo Viana contradiz: “O rombo das contas públicas está nos gastos sigilosos com a dívida pública, que beneficia principalmente grandes bancos e investidores, não na Previdência. Ela faz parte da Seguridade Social, que acumulou superávit de mais de R$ 1 trilhão entre 2005 e 2016. E as finanças públicas poderiam ter um desempenho melhor ainda com combate à sonegação, cobrança dos ricos devedores, fim das desonerações injustificáveis, entre outras medidas”.

Greve - Portanto, nossos diretores apontaram seis motivos para a população ir às ruas no dia 14 de junho. E tem mais: o governo ainda quer cortar verbas da educação, retirar direitos de trabalhadores, além de beneficiar banqueiros e marajás. Todos às ruas nesta sexta.

Vídeo - Nosso presidente José Pereira dos Santos convoca toda a população a aderir à Greve Geral do dia 14 de junho. O País protesta em defesa da aposentadoria e da Previdência Pública. Ele também fala do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência que será levado ao Congresso Nacional nesta semana.