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Metalúrgicos começam 2009 ganhando salário
maior e pagando menos impostos

Mais de 800 mil metalúrgicos do Estado de São Paulo começam o ano com mais dinheiro no bolso. A boa notícia resulta da Campanha Salarial deste ano na base metalúrgica da Força Sindical no Estado, cujo reajuste geral entre 10,48% e 11,12%, dependendo do segmento da indústria, com aumento real de 3% a 3,6%, começa a ser pago aos trabalhadores nos salários de janeiro de 2009. Além do aumento salarial, o acordo coletivo garantiu abonos, divididos em três parcelas com pagamento integralizado em janeiro.

Outro reforço de caixa virá da redução do Imposto de Renda nos salários, com a criação de mais duas faixas na tabela, anunciada pelo Ministério da Fazenda em 11 de dezembro passado. O governo criou as alíquotas de 7,5% e de 22,5%, que serão cobradas junto com as de 15% e 27%. A tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) também terá uma correção de 4,5%, a partir de janeiro, devido ao acordo firmado entre as Centrais Sindicais e o presidente Lula, ainda em 2007, na negociação do reajuste para o salário mínimo.

Como a cobrança do IRPF é progressiva, a nova tabela beneficia os trabalhadores que recebem salários nas faixas intermediárias, entre o limite de isenção – que passou para R$ 1.434,00 – e a alíquota mais alta, de 27,5%, que vai incidir sobre salários acima de R$ 3.582,00, proporcionando uma distribuição de renda mais justa, com a redução do imposto retido na fonte.

Menos impostos – Essa mudança vai permitir uma economia de até R$ 1.161,29 no ano, para o assalariado que ganha a partir de R$ 3.582,00 – valor que se aproxima do menor teto salarial firmado na Convenção Coletiva dos metalúrgicos, que é de R$ 4.050,00 no Grupo 10 (estamparia). Nesse caso, o trabalhador pagará 21,4% a menos de imposto de renda. O teto é o limite salarial abrangido pelo acordo coletivo da categoria, a partir dele o trabalhador deve negociar o reajuste diretamente com o patrão.

Já para o assalariado que recebe R$ 1.500,00, um pouco acima do limite de isenção, a redução do imposto devido será de 49,5%, que representa uma economia de R$ 63,18 no ano. Um metalúrgico de Guarulhos, por exemplo, onde a média salarial é de R$ 1.666,66, economizará R$ 258,18, pagando 49,9% a menos de Imposto de Renda.

Mobilização sindical – Tanto a correção da tabela, quanto a criação das novas alíquotas, representam vitórias importantes da pressão sindical, que através das Marchas a Brasília garantiram várias conquistas. As medidas de desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre automóveis e do IOF sobre as operações de crédito, adotadas no pacote de 11 de dezembro, também ocorreram após reuniões dos dirigentes sindicais com autoridades e o encontro dos presidentes das Centrais com Lula, dia 26 de novembro.

Os avanços obtidos na Campanha Salarial premiaram a forte mobilização da categoria, que envolveu os 55 Sindicatos filiados, coordenados pela Federação estadual, com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e da Força Sindical. Segundo o presidente em exercício da Federação, Francisco Sales (Chiquinho), os metalúrgicos participaram intensamente da mobilização em todo o Estado.

“A união desses Sindicatos, com a Federação e a Força Sindical, levou o empresariado a pensar melhor antes de fazer suas propostas”, destaca Chiquinho. “O movimento sindical é a única organização de classe que ajuda a distribuir renda na base e tornar nosso País menos injusto”, completa José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região.

 
 
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Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
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