Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
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• 21/10/2020 - quarta-feira 

O rei chega aos 80. Viva Pelé!


O escritor Nelson Rodrigues dizia que “a seleção é a Pátria de chuteiras”. Ele falava, é claro, de outro tempo, quando brilhavam os gênios de Garrincha, Didi, Pelé, Nilton Santos, Ademir da Guia, Gérson e tantos outros.

Mais que um esporte, o futebol também é cultura popular. Todo moleque queria ser jogador e todo profissional sonhava servir à nossa seleção. Até hoje, dizemos que o jogador foi “convocado”. Portanto, na memória coletiva, defender o escrete nacional é tarefa cívica.

Muita coisa mudou. Mas a beleza de um drible, de uma tabelinha, de um passe, de uma falta bem cobrada, de uma ginga, de uma grande defesa, isso tudo permanece, seja num campinho de várzea, seja nas arenas modernas.

O futebol projetava garotos pobres e garantia diversão aos humildes. Na chamada geral, o ingresso custava pouco mais que a passagem de ônibus ida e volta. Hoje, ficou caro ir ao estádio.

Por que falo de futebol? Porque nesta semana Pelé completa 80 anos. Era mais que um jogador: era artista, atleta, gênio. Oficialmente disputou 1.363 partidas, marcando 1.281 gols. Numa delas, fez oito. 

Há muitas lendas sobre Pelé. Mas é fato que, certa feita, ao ir com o Santos jogar num país em guerra, as partes suspenderam a batalha por causa da partida. Em outra, a torcida expulsou o juiz que expulsara o Rei e ele voltou ao gramado.

Pelé treinava duas vezes ao dia. Quando perto de completar 30 anos, aprendeu judô, pra se defender, pois o futebol havia ficado mais pegado. Certa vez, a TV Tupi deixou uma câmera o jogo inteiro focada no camisa 10 do Santos e o que se viu foi o craque render os 90 minutos, com ou sem a bola no pé. Chutava com a esquerda, batia de direita, era excelente cobrador de faltas e exímio cabeceador.

O Brasil não teve só Pelé, é verdade. Em sua época, nossa seleção de basquete foi bicampeã mundial, Maria Ester Bueno se destacou como grande tenista, Éder Jofre era o “galinho de ouro” e Emerson Fittipaldi começou a desbravar o automobilismo.

Na política, à direita e à esquerda, havia líderes do porte de Carlos Lacerda, Juscelino, Jango, Brizola, Prestes, Ulysses, Tancredo e outros. Na música, Tom Jobim, Vinícius, Elis Regina, Roberto Carlos (outro Rei), Luiz Gonzaga e mais uma centena de talentos.

Agradeço Pelé pelas alegrias que nos deu, pelo atleta exemplar que foi, pelo negro cujo talento derrubou barreiras raciais. E principalmente por mostrar que o Brasil não é um País medíocre e fracassado. Nosso povo é criativo. Temos futuro, sim senhor.

José Pereira dos Santos - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região

e secretário nacional de Formação da Força Sindical
E-mail: pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com

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