Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
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• 3/9/2025 - quarta-feira



Baiano arretado e Economista respeitado

Rodolfo Viana responde pela subseção do Dieese em nosso Sindicato. Baiano, de origem humilde, ele pôde estudar como bolsista do Prouni, formando-se em Economia na PUC-SP. 

Atualmente, também é professor, o que, de certa forma, explica o modo didático com que trata temas econômicos nas reuniões no Sindicato. Após suas exposições, é sempre aplaudido.

Profissional tecnicamente qualificado, Rodolfo Viana leva uma vida simples e comprometida com a classe trabalhadora. Seu único defeito é torcer para o São Paulo...

Por que interessa ao metalúrgico saber sobre o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, e as medidas anunciadas pelo Governo pra reduzir seus impactos? 


Como a isenção do Imposto de Renda nos salários até R$ 5 mil vai beneficiar os trabalhadores brasileiros?

Qual a importância do pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados para a renda do trabalhador?

Quando Rodolfo Silva Viana Sousa começa a responder as perguntas ou explicar outros temas na Economia, o que parecia complicado é facilmente compreendido. Há exatos 15 anos, ele dialoga com a nossa base, de forma didática, de igual pra igual. 


Rodolfo é economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e reponde pela subseção do Dieese em nosso Sindicato. Ele reforça a tradição da nossa entidade de contar assessores qualificados.

RENDA - “Pra mim, ser economista é tentar pensar como as pessoas geram riquezas e como fazer as pessoas participarem diretamente dessas riquezas. É fracasso esperar o bolo crescer pra depois dividi-lo. A verdade é que o bolo já cresceu muito pra meia dúzia, e pra o restante parou de crescer”, analisa.

Mestre em Economia Política, professor universitário da Universidade São Judas e caminhando para um Doutorado, Rodolfo nunca teve uma vida fácil. Passou pelas agruras do desemprego e só conseguiu se formar economista na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) graças à bolsa obtida no Prouni (Programa Universidade para Todos), do Governo Federal.


ARRIMO - “Foram momentos de muita luta. Tinha que estudar à noite pra estagiar durante o dia. Hoje moro com minha mãe e irmã. Sou um arrimo de família”, assim fala da vida, mas sem esconder o sorriso no rosto, sua maior característica no dia a dia. Nem quando o São Paulo Futebol Clube, seu time de coração, perde. Costuma dizer: “A gente tem três títulos de Campeão do Mundo. Somos referência no futebol mundial”.

Infância - Rodolfo nasceu no dia 27 de abril de 1986, em Livramento de Nossa Senhora (a 600 quilômetros de Salvador/Bahia). Dos três filhos de seo Nivaldo e dona Elta, ele é o do meio. O pai tinha uma pequena empresa de beneficiamento de arroz e a mãe era dona de casa. 

“Sou integrante de uma típica família nordestina. Meu pai saiu do distrito de Arapiranga, em Rio de Contas, no final da década de 1960, pra ganhar a vida em São Paulo. Depois retornou à Bahia, onde conheceu minha mãe. Namorou e casou. Mais uma vez, voltou para o Sudeste, onde nasceu meu irmão Gustavo. Entre idas e vindas, São Paulo-Bahia, eu nasci em Livramento. Quando eu tinha alguns meses de vida, outro retorno pra São Paulo”, conta.


Comerciante - A família, agora com dois filhos, foi morar em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Seo Nivaldo abriu um bar na rua Fradique Coutinho, em Pinheiros, na zona Oeste de SP. Em 1992, nasceu a irmã Gabriela. Teve uma infância como a maioria das crianças do bairro Jardim Branca Flor, jogando bola, amarelinha, carrinho de rolimã.

Pensando na estabilidade da família, o pai fez concurso público para o Banco do Estado de Minas Gerais, passou e foi trabalhar na Agência João Dias, em Santo Amaro. Mas continuou com o bar. “Depois de um período, o banco foi tragado pelo neoliberalismo do governo Fernando Henrique Cardoso, entrou na lista de privatizações e meu pai saiu do banco”, relembra.

Antes estudando em um colégio Adventista, foi transferido pra Escola Estadual Plínio Negrão, em Santo Amaro, depois que o pai saiu do banco. O bar foi vendido e no lugar veio uma Kombi, que era utilizada pra trabalhos no setor audiovisual e carretos.


Brasilândia - Em 1999, a família se mudou para a Zona Norte da Capital, precisamente em Brasilândia, onde estudou na Escola Estadual Clodomiro Carneiro, na Freguesia do Ó.

Faculdade - Tentou trabalhar, mas não conseguia emprego em lugar algum. Iniciou o cursinho pré-vestibular da Poli e foi aprovado no vestibular para Sistema de Informação. Sem conseguir bolsa de estudo na Mackenzie, abandonou o curso.

Economia - Passou no vestibular da PUC pra Economia. Conseguiu duas bolsas de estudos: uma da própria PUC e a da Prouni. Assim, conseguiu estudar com mais tranquilidade. Estagiou no Banco Indusval Multistock, com foco no mercado de médio porte, em 2004, e posteriormente na DuPont, empresa multinacional. Enfim, se formou em Economia.


FAMÍLIA -“Sou da primeira geração da família com nível superior. Meu irmão se formou em História na PUC, minha irmã em Letras na Unifesp. Sinto muito orgulho”, afirma.

DIEESE - Em setembro de 2010, ficou sabendo que havia quatro vagas em processo seletivo no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Se inscreveu, passou e, no dia 2 de setembro, há exatos 15 anos, veio trabalhar no nosso Sindicato. “Sou o terceiro técnico da Subseção do Sindicato, e o mais longevo”, diz.

SINDICATO - Na entidade, ele explica, tem a missão de assessorar a Presidência e toda a diretoria Metalúrgicos em Ação. Ele conta: “Atuamos onde o Sindicato atua, nas discussões políticas e setoriais. O Dieese subsidia essas discussões. Tudo do ponto de vista do interesse do trabalhador, a partir de temas nacionais e municipais, até internacionais”.


Futebol - Acredita que a paixão pelo São Paulo veio quando tinha 7, 8 anos. “O São Paulo ganhou o mundo. Telê Santana, Raí e Müller são os responsáveis”, afirma. Costuma ir ao estádio e comenta: “A arquibancada é o reflexo da sociedade brasileira. Momento onde o povo está feliz, independentemente da classe social. Momento de descontração da classe trabalhadora. E essa felicidade o tricolor oferece aos seus torcedores”, afirma sorrindo.

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