• 20/1/2026 - terça-feira
Sindicato participa de homenagem
em memória de Manoel Fiel Filho
em memória de Manoel Fiel Filho
Mais de 200 pessoas lotaram, segunda (19) à noite, o auditório da antiga sede dos Metalúrgicos de São Paulo, no Centro de São Paulo. Participavam da cerimônia em homenagem à memória do Delegado Sindical Manoel Fiel Filho, sequestrado pela ditadura e morto, após torturas, no Doi-Codi, dia 17 de janeiro de 1976.
O Sindicato compareceu com uma delegação, liderada pelo presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) mais os diretores Nildo Queiroz, José João (Jau), Daniel Galdino, Lucas Barros e Robson Amadeu. Nossa entidade tem investido nas eleições de delegados sindicais nas fábricas da base.
Além das homenagens, houve exibição do filme “Perdão, Míster Fiel” (frase atribuída ao agente da CIA Dan Mitrione) e do lançamento livro “Carrascos da Ditadura”, ambos de Jorge Oliveira, o evento contou com a presença das filhas Aparecida e Márcia.

Integrante do Partido Comunista Brasileiro, sequestrado, torturado e morto por carregar um exemplar do jornal do PCB, o prensista Manoel Fiel Filho resiste na memória de sindicalistas de então, de dirigentes atuais e principalmente entre seus companheiros do antigo Partidão, que eram maioria no plenário de uma entidade onde, por vários anos, prevaleceu a direção de Joaquim dos Santos Andrade, o Joaquinzão.
Raros jovens presentes. Portanto, no auditório prevaleciam os cabelos brancos - pessoas comprometidas com a democracia e a memória, mas também preocupadas em como fazer chegar à juventude o conhecimento real do que é uma ditadura, a violência, a repressão, as perseguições aos que se opõem ao arbítrio.
Apaziguador - Em seu depoimento, a filha Márcia destacou o caráter apaziguador de Manoel Fiel Filho: “Meu pai era uma pessoa que buscava sempre apaziguar. Ele dizia que não se devia discutir nem política, nem futebol, nem religião. Era um pai carinhoso e amoroso. Nossa vida já era difícil com ele trabalhando; sem ele, ficou muito mais difícil. Meu pai nunca gostou de confronto. Mesmo esse jornalzinho, ninguém em casa sabia da existência”.

Lei - Presente o metalúrgico e ex-vereador paulistano Cláudio Prado, autor da Lei nº 15.388, junho de 2010, que instituiu no Município de São Paulo a data de 17 de janeiro como “Dia do Delegado Sindical”. Frei Chico, dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados também compareceu. A organização do evento ficou por conta de Andréia Angerami Gato, secretária-geral do Sindnap. Diversas Centrais Sindicais, que tiveram como porta-voz Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB.
MAIS - Sites da Fundação Astrojildo Periera (promotora do evento): www.fundacaoastrojildo.org.br; Centro de Memória Sindical: www.memoriasindical.com.br e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo: www.metalurgicos.org.br
