• 1º/4/2026 - quarta-feira
Podemos fazer mais!
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Josinaldo José de Barros (Cabeça) - Presidente |
Diretoria Metalúrgicos em Ação |
Nos setores sociais progressistas e também no sindicalismo, o mês encerrado ontem é destacado como “Março-Mulher”.
Nas entidades mais organizadas, o ativismo em defesa da mulher, a luta por igualdade salarial e de direitos e o combate à violência estiveram presentes em atos, manifestações, encontros, reuniões e ações sindicais.
A diretoria do Sindicato procurou fazer a sua parte, e o Departamento Feminino cumpriu muito bem o seu papel. Parabenizo as companheiras Roseli, Raquel, Márcia e Delma, que não mediram esforços e fizeram repercutir, de forma ampla e contundente, as vozes femininas.
Para mim, o ápice do ativismo do Março-Mulher aconteceu na sexta, dia 27, em nossa sede. O evento lotou o auditório, e todos foram brindados com uma palestra de alta qualidade, ministrada pela doutora Ana Paula Faustino, vice-presidente da OAB Guarulhos.
Saúdo também as presenças do vereador Guto Tavares (PDT-Guarulhos) e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção Guarulhos, dr. Abner Vidal. Para a diretoria do Sindicato, a participação da Ordem e do Legislativo municipal é motivo de prestígio e orgulho.
Nos últimos anos, o sindicalismo tem registrado maior participação das trabalhadoras, seja nas CIPAAs, como representantes sindicais, nas diretorias ou nas lutas cotidianas nas fábricas. Na base metalúrgica de Guarulhos, Arujá, Mairiporã e Santa Isabel, as companheiras representam 20% do contingente da categoria.
Feminicídio - Neste ano, em todos os atos, o tema foi destacado e denunciado. Somos um país violento em relação às mulheres. Dados oficiais registram a marca ultrajante de seis companheiras assassinadas por dia - mulheres mortas simplesmente por serem mulheres.
Os homens da minha geração foram criados em uma cultura machista, o que deixa na visão masculina uma nódoa difícil de ser extirpada. Pior ainda é constatar, no noticiário, que rapazes e jovens maridos também carregam a misoginia e o preconceito contra a mulher. Muitos deles abusam, agridem e matam.
Aproveito o espaço desta coluna para reafirmar, mais uma vez - e quantas forem necessárias - que o combate ao feminicídio é uma bandeira central do nosso Sindicato.
A valorização da mulher, o respeito à sua dignidade e o reconhecimento de sua capacidade devem ser praticados diariamente. Alerto nossos governantes para que coloquem em prática políticas públicas voltadas às mulheres, em todas as faixas etárias.
Conclat - No dia 15, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em Brasília, destacará as lutas femininas, a redução de jornada, o fim da escala 6x1 e cobrará das autoridades pulso firme contra abusadores, agressores e criminosos.
Precisamos nos unir em defesa da mulher e combater, com força e rigor, os abusadores, os violentos e os assassinos. Assim, no próximo ano, teremos mais a comemorar no Março-Mulher.

