• 20/2/2026 - sexta-feira
Cabeça fala sobre Geração de Empregos e
futuro do Movimento Sindical em podcast
futuro do Movimento Sindical em podcast
Nosso presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) participou, quinta, 19, do podcast Fala Aí Rodrigo, apresentado por Rodrigo de Morais, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Na entrevista, em pouco mais de uma hora, o dirigente abordou o tema “Geração de Empregos e o Futuro do Movimento Sindical”, dando uma verdadeira aula sobre a história da política e economia brasileira.
Cabeça relembrou a Greve Andorinha, em 1995, quando era funcionários da antiga Borlem, em Guarulhos. Ele diz: “A gente parou a Rodovia Presidente Dutra com quase 20 mil trabalhadores”.
Ele criticou a proposta de pejotização, que é a contratação de um profissional como Pessoa Jurídica (PJ/CNPJ) para realizar atividades que, na prática, configuram uma relação de emprego tradicional (CLT), com subordinação e horário fixo. “Se essa proposta for aprovada vai quebrar o Brasil”, alertou.
E continua: “Teremos aumento da exploração do trabalhador e mais concentração de renda nas mãos dos grandes empresários. Teremos um Brasil de flagelados”.
Também foi abordada na entrevista o fim da escala de trabalho 6X1 e a redução da jornada pra 40 horas semanais sem redução do salário, propostas defendidas pelo movimento sindical. Ele afirma: “Temos que ter cuidado com o ‘bode na sala’. Não adianta acabar com a escala e reduzir a jornada se a pejotização for aprovada. Se pejotizar vai reduzir salários. Desde quando o pejota vai trabalhar somente 40 horas semanais? Não adianta querer nos enganar”.
O futuro do Movimento Sindical e a eleição de Representantes Sindicais nas empresas foram outros destaques no podcast.
Veja a íntegra da entrevista no https://www.youtube.com/watch?v=CxxwyQYm18Y.
PRINCIPAIS PONTOS DA ENTREVISTA
REFORMA – “A reforma trabalhista coloca o trabalhador na mesa do patrão pra ser escravo”.
CAPITAL – “O capital não dorme, ele pensa como ganhar mais todos os dias. Doutrina o trabalhador pra que ele não reivindique nada”.
CLT – “Cabe à classe trabalhadora, principalmente aos jovens que estão entrando no mercado de trabalho, entender que os pais e avós deles tiveram toda uma proteção da Consolidação das Leis do Trabalho, com todos os direitos garantidos. Não existe pra classe trabalhadora uma proteção maior que é ter uma coisa regulamentada, você saber quanto vai ganhar por mês, quanto é um adicional noturno, quanto é o 13º salário, férias, quanto vai recolher de INSS, FGTS etc”.
EMPREENDEDORISMO – “Noventa por cento dos jovens que falam em novo empreendedorismo são sustentados pelos pais”.
ESCRAVIDÃO – “Dos 526 anos que tem o Brasil, 443 foram de escravidão total pra negros e brancos. O negro era vendido na rua igual a mercadoria e os brancos eram escravizados porque não havia lei, não tinha jornada regulamentada, não tinha salário regulamentado, não tinha proteção social, pobre não estudava e não tinha direito a voto. Somente em 1943 foi que o presidente Getúlio Vargas criou a CLT. De 1943 pra cá só dá 82 anos. Desses 526 anos, não tivemos mais de 50 anos de liberdade democrática”.
PATRÃO – “A gente valoriza os empresários que cumprem a legislação, que cumprem a CLT, que cumprem a Convenção Coletiva de Trabalho. Parabéns aqueles que reconhecem os direitos dos trabalhadores”.
PEJOTIZAÇÃO – Se isso vier a acontecer, vai quebrar o Brasil, porque se for aprovado, não será recolhido o FGTS de mais ninguém. Vários programas sociais, como a Habitação, são bancados pelo FGTS. Se pejotizar tudo isso vai deixar de existir. Quem precisa de políticas públicas, principalmente de moradias, é o pobre. E mais na frente, o próprio pobre não terá condições de fazer um financiamento de uma casinha pra morar.”
EMPREGOS – “O Brasil está gerando empregos ainda por conta da carteira assinada, da CLT”.
CLASSE – “O que me deixa muito triste no nosso País é a falta de consciência de classe. Hoje, 90% da juventude não sabem a que classe ela pertence, qual é o seu lugar da pirâmide. Essa juventude não se identifica com a classe trabalhadora. Não compreende que todo mundo que vende a sua mão de obra é trabalhador”.
JUROS – “Mesmo com a taxa de juros alta, nunca se viveu um período de pleno emprego que o Brasil está passando agora”.
LULA – “O Governo Lula é um governo que atende toda população e, principalmente, os problemas sociais que favorecem a classe trabalhadora no Brasil”.
CONSCIÊNCIA – “Despertar a consciência do trabalhador brasileiro é mostrar para o jovem que a ideia da extrema-direita de individualizar a relação capital e trabalho e não valorizar a coletividade, é tirar os sindicatos do foco. Tudo que se tem no Brasil e no Mundo de proteção social e legislação em benefício do trabalhador foi através da luta coletiva com o sindicato na luta de frente”.
PAPA – É preciso ter formação política. O cidadão politizado contribui para o avanço da sociedade. Como disse o Papa Francisco: ‘Não existe justiça social sem um Sindicato atuante’. E para isso, é preciso ter conhecimento político”.

