• 2/3/2026 - segunda-feira
Posse na Federação reforça
unidade dos metalúrgicos
Nosso presidente, Josinaldo José de Barros (Cabeça), passa a compor a diretoria efetiva da Federação na condição de primeiro vice-presidente.
Mais que uma posse, o evento marcou a posição da categoria diante de grandes questões nacionais. Os pronunciamentos destacaram desafios como a conquista da jornada de 40 horas semanais; o fim da escala 6x1; a reeleição de Lula; e a mudança do perfil conservador e patronal do Congresso Nacional.
O presidente reeleito para mandato de quatro anos é o companheiro Eliseu Silva Costa, metalúrgico que já presidiu o Sindicato da categoria em Jundiaí.

Caravanas - O galpão da Festa da Uva estava lotado, com caravanas dos 54 Sindicatos filiados e a presença de sindicalistas de outras categorias profissionais. Cabeça observa: “A família metalúrgica marcou presença. O evento foi muito bonito, prestigiado por lideranças e autoridades, sem um único incidente”.
O prestígio político da posse ficou por conta da participação de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além de várias autoridades, como o deputado federal Vicentinho.
Alckmin manifestou-se a favor do fim da escala 6x1, ressalvando que “um tema dessa envergadura terá que ser debatido por todas as partes” - trabalhadores, empregadores e governo federal.
Votação - O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, colocou em votação o fim da escala 6x1, que obteve aprovação unânime do plenário. Ele também propôs que Geraldo Alckmin continue vice de Lula nas eleições de 4 de outubro. A aprovação foi unânime e entusiasmada.
Unidade - Cabeça ressalta que todas as falas destacaram a importância da categoria metalúrgica na economia nacional e o papel da Federação na organização, nas lutas e nas negociações coletivas com o patronato. Segundo ele, uma das tarefas da Federação será estimular o voto consciente da categoria. “Menos patrões e mais trabalhadores no Congresso”, afirma.
Isenção - Mais que um momento festivo e a entrega das carteirinhas aos dirigentes, o evento em Jundiaí fortaleceu o elo entre direção e base, exaltou a democracia e valorizou conquistas, entre as quais o imposto de renda zero para salários de até R$ 5 mil. A medida do presidente Lula entrou em vigor no dia 1º de janeiro.
Alckmin - O vice-presidente valorizou os ganhos proporcionados pela isenção do imposto. Ele citou: “Quem recebe R$ 4.867,00 terá, ao final de 12 meses, um ganho de R$ 3.970,00”.

Alckmin também destacou avanços nas exportações: “Apesar do tarifaço de Donald Trump, as exportações brasileiras cresceram 30%. O SUS foi reforçado pelo governo e o acordo Mercosul–Comunidade Europeia estimulará as exportações. No ano passado, as exportações brasileiras somaram US$ 340 bilhões”.
O líder histórico Claudio Magrão, o presidente Eliseu, Miguel Torres, o deputado Vicentinho e outros oradores chamaram atenção para as eleições de outubro. O eleitor decidirá se quer um Congresso alinhado ao povo ou submisso ao capital; um presidente progressista ou um extremista de direita que ataque a democracia e corte direitos trabalhistas.
Para o presidente Eliseu, “a unidade metalúrgica está fortalecida, é estratégica, mas não basta”. Ele afirma: “Precisamos engajar todas as categorias, alertando o povo de que a direita no poder vai atacar a democracia, acabar com programas de proteção social e tentar esmagar a resistência sindical, fragmentando nossa força”.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, alinhavou três metas: “Fim da escala 6x1; jornada de 40 horas; reeleição de Lula para que o Brasil continue avançando e não passe pelas agressões que está enfrentando o povo argentino”.
MAIS - Acesse o site e as redes sociais da Federação, dos Metalúrgicos de Guarulhos e dos Metalúrgicos de São Paulo.
