• 14/4/2026 - terça-feira
De 1981 até agora, metalúrgicos
participam de todas as Conclats
Nosso Sindicato participa de todas as Conclats, desde a primeira, em junho de 1981, na Praia Grande. O Brasil ainda estava sob a ditadura instaurada em 1º de abril de 1964. Nesta quarta, dia 15, delegação metalúrgica estará em Brasília, na Conclat 2026. Iremos com 80 pessoas.
O presidente Josinaldo José de Barros (Cabeça) comenta: “A categoria metalúrgica que nós representamos tem tradição de participar das lutas cívicas e sindicais. Nosso Sindicato tem compromisso com a democracia e a justiça social. Por isso, sempre fazemos questão de participar das lutas populares”.
Temas - A primeira Conclat aconteceu numa fase de ascensão das lutas pela redemocratização. Os trabalhadores se sentiam sufocados, não só pela falta de liberdade, mas também porque a ditadura impunha forte arrocho salarial. Na época, o Dieese denunciou a manipulação dos índices inflacionários, gerando forte desgaste para o governo dos generais.
As palavras de ordem daquela Conclat não poderiam ser outras: redemocratização do País, retorno das eleições diretas e fim da política governamental de arrocho salarial. A Conclat de 1981 também solidificou importantes lideranças sindicais, como Lula, que era metalúrgico em São Bernardo.
Passada a ditadura, veio a redemocratização. A primeira eleição direta pra Presidente ocorreu em 1989, quando se elegeu Fernando Collor de Mello. Homem de direita e destemperado na conduta do mandato, Collor acabou renunciando pra não ser cassado por abusos e corrupção.
Lula - Nesse período, lideranças como Lula, Brizola, Ulysses Guimarães, Fernando Henrique e Mario Covas expressavam a vontade dos brasileiros por mudanças políticas e contra as medidas econômicas recessivas que nos eram impostas pelo FMI - Fundo Monetário Internacional.
Mas uma nova Conclat só teve condições de ser realizada em junho de 2010. Aconteceu no estádio do Pacaembu (SP), reunindo cerca de 30 mil participantes de todo o País. Seu lema pode ser sintetizado em “mais empregos, melhores salários e mais desenvolvimento com inclusão social”.
2022 - O Brasil era governado pelo direitista Bolsonaro, que não dialogava com a sociedade e repudiava o sindicalismo. O mês era abril. A nova Conclat foi realizada em São Paulo. Entre os lemas estavam “mais empregos, mais desenvolvimento, mais investimentos públicos em saúde, redução da jornada e fim do imposto de renda pra salários até R$ 5 mil”.
Uma semana depois de realizada a Conclat, houve plenária sindical na Casa de Portugal, em São Paulo. Lula era então pré-candidato à Presidência. Ele recebeu a Pauta Unitária da Classe Trabalhadora e disse: “Vocês estão me entregando mais que uma pauta e quase um programa de governo”.
Nosso Sindicato estava no encontro com Lula e testemunhou seu compromisso em, se eleito, zerar o imposto de renda sobre salários. Em janeiro do presente ano, quem ganha até R$ 5 mil deixou de sofrer desconto do imposto de renda. “Lula prometeu, Lula cumpriu”, afirma nosso presidente Cabeça.
2026 - A Conclat 2026 acontece numa fase boa para o Brasil. A economia cresce, aumentam os empregos com Carteira assinada, a renda média do brasileiro ganha mais poder de compra. Mas a classe trabalhadora merece mais.
Por isso, adianta Cabeça, “estaremos em Brasília pra reivindicar, principalmente, redução da jornada pra 40 horas semanais, fim da escala 6x1 e rigor no combate ao crime de feminicídio”. Vamos conseguir.
Cabeça responde: “Vamos pressionar os Poderes e também mostrar à sociedade e às autoridades que a classe trabalhadora tem uma pauta, um projeto e tem um programa pro nosso País. Vamos mostrar, pressionar e cobrar resultados”.
O capital é contra essas reivindicações e a direita combate nossa pauta. A classe dominante faz o papel dela. Nós fazemos o nosso. “E não vamos desistir”, afirma Josinaldo José de Barros, nosso presidente.
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