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• 3/10/2018 - terça-feira

Fim do 13º salário seria tragédia nacional

Em nome da categoria metalúrgica, vimos manifestar nosso repúdio ante recorrentes ataques ao 13º salário vindos da candidatura direitista Bolsonaro-Mourão.

Nascido de justas lutas sindicais, ainda em 1946, e consagrado como direito pelo presidente Jango, em 1962, o 13º salário fortalece o poder de compra da classe trabalhadora e o próprio mercado interno brasileiro, estimulando a atividade produtiva.

O Dieese nos informa que, em 2017, 83,3 milhões de brasileiros receberam 13º salário, injetando R$ 200 bilhões na economia. Em Guarulhos, segundo o mesmo Dieese, o benefício carreou cerca de R$ 913 milhões para o mercado local.

Vale registrar que o antigo abono de Natal, transformado em direito de todos os assalariados em 1962, foi posteriormente incorporado ao texto da Constituição Federal.

Mexer no 13º é infelicitar o Natal de milhões de brasileiros, é rebaixar em 8,4% a massa salarial, é enfraquecer ainda mais o comércio, é desaquecer a indústria, especialmente nos meses de agosto, setembro e outubro.

A perda do 13º salário, ao desaquecer a economia, também agravaria fortemente o desemprego, que já é um flagelo social.

Ou seja, seria uma tragédia nacional, que as mentes sãs e os patriotas de verdade precisam evitar, votando em candidatos comprometidos com os reais interesses do povo brasileiro.

Fiquem em alerta, metalúrgicos.

José Pereira dos Santos, presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
Diretoria “União e Ação”.
Guarulhos, 3 de outubro de 2018