Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
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• 21/8/2019 - sexta-feira

GETÚLIO, O ESTADISTA. O MAIOR DE TODOS!

O Personagem deste mês de agosto não é metalúrgico, sindicalista ou alguém contemporâneo. É um gaúcho. O maior estadista que este País já conheceu. Figura da dimensão de um Tiradentes. É Getúlio Dornelles Vargas, um nacionalista de coragem, o homem que criou o trabalhismo.

O Sindicato o homenageia porque Getúlio sempre governou para os trabalhadores e pelo interesse nacional. Defendeu a economia nacional, defendeu a cultura nacional, defendeu nossas riquezas naturais e nosso povo.

Foi o maior estadista brasileiro. Sua vida e obra é até hoje cantada em verso e prosa, como neste samba da Mangueira, de 1956 – Ouça aqui “O Grande Presidente”, com Beth Carvalho. 


Obras - A legislação trabalhista, a CLT, a Carteira de Trabalho, o salário mínimo, a Justiça do Trabalho, o Ministério do Trabalho, o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação, a Petrobras, a Siderúrgica Nacional, o BNDE, o reconhecimento dos Sindicatos, a indústria nacional de base, sem a qual o Brasil teria permanecido colônia dos países ricos.

Guerra - Na Segunda Guerra Mundial, Getúlio apoiou os Aliados; e a Força Expedicionária Brasileira ajudou a derrotar o nazismo de Hitler.

Honestidade - Governante austero e ligado aos mais pobres, Getúlio Vargas também é reconhecido por sua honestidade e coragem. 

Trabalhismo - Com a criação do PTB, Getúlio deu corpo à doutrina trabalhista, orientando grandes lideranças futuras, como Jango de Brizola.

Perseguição - Por defender o povo, apoiar os trabalhadores e não ceder às potências estrangeiras, Getúlio foi violentamente perseguido pela classe dominante brasileira, sempre disposta a servir ao capital estrangeiro.

Por isso, no dia 24 de agosto de 1954, ele preferiu se suicidar a ver sua honra achincalhada. Num último gesto, ele escreveu a Carta-Testamento, um excepcional documento político, ainda atual (clique aqui a leia).

Viva Getúlio Vargas. Que seu exemplo ilumine este Brasil tão carente de políticos limpos e aliados do povo.


BIOGRAFIA
 Conheça mais sobre esse patriota brasileiro

Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954) foi o maior presidente do Brasil. Ele criou o moderno Estado brasileiro, as leis trabalhistas e concedeu à mulher o direito de voto. Getúlio exaltava a cultura nacional e estimulou as artes. O ensino obrigatório também é obra getulista.

Era um homem de origem rica, mas muito ligado ao povo simples. Aprovou inúmeras leis trabalhistas. Era um vigoroso nacionalista e homem de decisões. Basta dizer que o Brasil foi o único país latino-americano a mandar tropas à Europa combater o nazismo de Hitler.

Outro marca do gaúcho era a honestidade. Sua honradez nunca foi posta em dúvida, mesmo por seus ferrenhos adversários.

Quando foi ministro da Economia, recebias as donas de casa em seu gabinete pra tratar do curso de vida. Enquanto Presidente, ouvia os trabalhadores e acatava suas reivindicações.

Indústria - Getúlio era um visionário. Ele sabia que sem indústria forte o Brasil seria colônia dos países ricos. Por isso, ele criou a grande CSN - Siderúrgica Nacional de Volta Redonda; também criou a Petrobras; assim como os Códigos da Mineração e das Águas.

Permaneceu no poder por 19 anos, de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. A “Era Vargas” foi marcada por um regime forte, mas com a criação de muitos direitos trabalhistas, como a CLT, o salário mínimo, a jornada de trabalho, as férias remuneradas, a Justiça do Trabalho, entre outros.

Getúlio nasceu  São Borja, no Rio Grande do Sul, em 19 de abril de 1883. Ingressou no 6º. Batalhão de Infantaria de São Borja. Um ano depois foi promovido a sargento. Em 1900 entrou para a Escola Preparatória e de Tática, de Rio Pardo. Em seguida, ingressou no 25.º Batalhão de Infantaria de Porto Alegre. Abandonou a vida militar e em 1903 ingressou na faculdade de Direito, em Porto Alegre, concluindo o curso em 1907; voltou a São Borja, onde passou a advogar.

Iniciação política

Em 1909, Getúlio Vargas ingressou na política como deputado estadual, mas renunciou o cargo por divergências com a política do governador Borges de Medeiros. Voltou à Assembleia Estadual entre 1917 a 1921. Dois anos depois, tornou-se deputado federal e líder da bancada gaúcha.

Em 1926 foi nomeado ministro da Fazenda pelo presidente Washington Luís. No entanto, em 1927, deixou o cargo pra se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. Vargas tomou posse em 1928 e formou um governo de coalizão com todas as forças políticas.

A Eleição de 1930 para Presidente 

Em meio a lutas, contestações e queixas, começou em 1929 a campanha eleitoral para a Presidência da República. A sucessão do presidente Washington Luís gerou a crise final da República Velha. Ao apoiar a candidatura de Júlio Prestes em vez de apoiar o mineiro Antônio Carlos, quebrando o compromisso “café com leite”, provocou o rompimento das relações entre Minas e São Paulo.

Minas procurou apoio no Rio Grande do Sul e na Paraíba. Esses três Estados formaram a “Aliança Liberal”. Getúlio Vargas foi o candidato da Aliança para a Presidência, e o paraibano João Pessoa, vice. Apesar da acirrada campanha, a Aliança Liberal foi derrotada nas eleições de 1930. O vitorioso foi Júlio Prestes, acusado de fraude.

A Revolução de 30

O resultado da eleição foi favorável a Júlio Prestes e Vital Soares, que não chegaram a tomar posse, pois 22 antes de terminar o mandato presidencial de Washington Luís a Revolução já estava nas ruas. Pra agravar a crise, em 26 de julho, no Recife, João Pessoa foi assassinado.

A luta armada começou no Rio Grande do Sul no dia 3 de outubro de 1930 sob a chefia militar de Góis Monteiro, seguindo-se a do Nordeste, liderada por Juarez Távora.

Devido à possibilidade de uma violenta guerra civil nacional, as Forças Armadas depuseram Washington Luís e formaram uma Junta Militar de Governo, conhecida como Junta Pacificadora. A junta entregou o poder em novembro de 1930 a Getúlio Vargas, chefe civil da rebelião.

A Era Vargas

Getúlio Vargas assumiu a chefia do Governo Provisório no dia 3 de novembro de 1930. Oito dias após a posse, foi promulgado um decreto que dava a Getúlio a chefia dos poderes Executivo e Legislativo.

Vargas dissolveu o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas Estaduais. Nomeou interventores para os Estados e proibiu que as polícias estaduais tivessem força militar, superior à do Exército. O Governo Provisório se estendeu até a promulgação da nova Constituição em 16 de julho de 1934, quando Vargas foi finalmente eleito presidente por uma Assembleia Constituinte.

O Governo Constitucional de 1934-37

Vargas suspendeu a Constituição de 1891, fechou o Congresso e reduziu de 15 pra 11 o número de juízes do Supremo Tribunal Federal. Nomeou interventores. Criou os Ministérios do Trabalho, da Indústria e Comércio e da Educação e Saúde.

No dia 16 de julho de 1934 foi promulgada a nova Constituição. Em 17 de julho do mesmo ano, Vargas foi eleito presidente da República por quatro anos.

O período constitucional de Vargas caracterizou-se principalmente pelos choques entre comunistas e integralistas e pela caminhada de Getúlio rumo à radicalização política. De um lado, a Ação Integralista Brasileira liderada por Plínio Salgado, pretendia a instalação no Brasil de uma direita fascista, e do outro a Aliança Nacional Libertadora, liderada por Carlos Prestes, propunha a reforma agrária, um governo popular, o cancelamento da dívida externa e a nacionalização das empresas estrangeiras.

Em 1935, a "Intentona Comunista", liderada por Prestes, que almejava derrubar o governo de Getúlio Vargas, foi facilmente sufocada. A Vitória de Vargas sobre os comunistas abriu caminho para a instalação de uma nova ditadura em 1937.

Ditadura Vargas (1937-1945)

Em 1936, em meio à agitação política, se preparavam as eleições diretas marcadas para janeiro de 1938. Getúlio alegou  um plano comunista pra desencadear a guerra civil e pediu poderes excepcionais ao Congresso. Getúlio conseguiu do Congresso o decreto de "Estado de Guerra", pra continuar no poder e implantar nova ditadura.

No dia 10 de novembro de 1937 se instalou o "Estado Novo". Vargas ordenou fechar Câmara e Senado e, no mesmo dia anunciou a outorga de uma nova Constituição. Com o Estado Novo desapareceram as liberdades individuais. Muitos opositores foram presos e mortos pela polícia chefiada por Filinto Müller.

Democratização do País

Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a insatisfação social interna aceleraram o fim do Estado Novo. Pressionado pela sociedade, Getúlio Vargas decretou um "Ato Adicional" que assegurava eleições diretas e livres. Concedeu anistia e libertou os presos políticos, entre eles Carlos Prestes. Foi legalizado o Partido Comunista do Brasil.

A aproximação de Vargas com os comunistas levou muitos políticos e militares a acreditarem que ele pretendia dar novo golpe. No dia 29 de outubro de 1945, Getúlio foi deposto pelos generais Goes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra.

Nova Era Vargas (1951-1954)

Cinco anos após ser derrubado, Getúlio Vargas foi eleito com 48,7% para presidente do Brasil nas eleições de 1950, pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB. Sua volta ao poder significou a retomada da política popular. Os Sindicatos recuperaram a autonomia.

A industrialização foi favorecida por uma política protecionista, que dificultava as importações de bens de consumo. Em 1953 foi criada a Petrobras, instituindo o monopólio estatal na exploração e refino de petróleo no Brasil.

A nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho causou desconfiança nos círculos militares e empresariais.

O nacionalismo de Vargas, a aproximação com o operariado e o aumento de 100% do salário mínimo, assustaram os setores da sociedade comprometidos com o capital estrangeiro. Getúlio era acusado de pretender instalar no Brasil uma república sindicalista, como Perón na Argentina. A situação se agravou com o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, e inimigo de Vargas.

O Suicídio de Getúlio Vargas 

No dia 23 de agosto de 1954, Getúlio recebe um ultimato do ministro da Guerra, exigindo seu afastamento. Isolado no Palácio do Catete, ele redige a Carta-testamento, de natureza fundamentalmente política, e suicida-se com um tiro no peito.

Getúlio Vargas faleceu no Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1954, no Palácio Catete. Ele foi casado com Darci Vargas, com quem teve cinco filhos: Alzira, Manuel Sarmento, Lutero, Jandira e Getúlio Vargas Filho.



Getúlio com sua filha Alzira, sua neta Celina e sua sobrinha-neta Edit

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